Efigênia Rolim: arte, moda e transformação no Vestir o Olhar II

Imagem ilustrativa

Artista homenageada da segunda edição de Vestir o Olhar, Efigênia Rolim ocupa um lugar especial na exposição que aproxima arte, moda e diferentes formas de expressão no Pátio Batel.

Nascida em Abre Campo, Minas Gerais, em 1931, e radicada em Curitiba, Efigênia começou a criar no início dos anos 1990, a partir de um encontro aparentemente banal: um papel de bala brilhando no chão. A partir dali, embalagens, papéis metalizados e plásticos descartados passaram a ganhar novas formas em vestidos, adornos, esculturas e personagens.

Poeta, educadora e artista, Efigênia construiu uma obra singular ao aproximar o reaproveitamento de materiais da arte do vestir. Uma trajetória que transformou o que seria descartado em matéria de criação e que fez dela uma figura marcante da cena artística paranaense.

Um olhar que transforma

Na obra de Efigênia, o cotidiano ganha novos sentidos. Materiais simples, encontrados pelo caminho, são transformados em criações que carregam histórias, memórias e personagens.

Esse olhar para aquilo que poderia passar despercebido é também o que aproxima sua produção dos diálogos propostos por Vestir o Olhar II. Ao transformar resíduos em roupas e objetos, Efigênia amplia as possibilidades do vestir e mostra como a moda também pode ser território de imaginação, expressão e reinvenção.

Efigênia no Vestir o Olhar II

Uma das obras que integram a exposição é A Rainha do Planeta, pertencente ao acervo do Museu Oscar Niemeyer.

A parceria com o MON também se estende à artista. No novo espaço do museu, no fim do túnel, a exposição Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo celebra sua trajetória e sua produção.

No Pátio Batel, sua presença amplia o encontro entre arte, moda e cultura proposto por Vestir o Olhar II, em uma homenagem que reconhece a importância de seu trabalho e de seu olhar para a criação.

Uma noite para celebrar sua trajetória

Em setembro, amigos, familiares, artistas e profissionais que fizeram parte da trajetória de Efigênia se reuniram no Pátio Batel para uma homenagem à artista.

A noite contou com a primeira exibição do mini documentário produzido pelo Pátio Batel com o Museu Oscar Niemeyer e uma performance de Carlos Daitschman, contador de histórias, ator, figurinista e padrinho artístico de Efigênia.

A apresentação trouxe uma história sobre reciclagem e sustentabilidade, temas presentes na trajetória da artista e na maneira como ela transformou materiais descartados em linguagem.

Conheça a trajetória de Efigênia

Produzido pelo Pátio Batel e pelo Museu Oscar Niemeyer, o mini documentário reúne diferentes olhares sobre a trajetória de Efigênia Rolim, sua importância para a cena artística paranaense e as conexões entre sua obra, a arte e a moda.

O filme permanece em exibição no espaço de Vestir o Olhar II e também pode ser assistido nos canais do Pátio Batel.

Assista ao mini documentário e conheça mais sobre Efigênia Rolim.

Vestir o Olhar II, com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural, reúne obras de nove artistas sob o mote “a arte compõe e a moda expõe” e segue até 18 de outubro, no Átrio do Pátio Batel.

Confira a programação completa.

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    Pátio Batel


    Publicado por Pátio Batel em 30 de setembro de 2026


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