Luiza Brasil, Tete Conde e Lais Machado refletem sobre a função dos desfiles de moda no Vestir o Olhar II

Imagem ilustrativa

Afinal, qual é a função dos desfiles de moda? A pergunta guiou o segundo talk da programação do Vestir o Olhar II, realizado no dia 23 de setembro de 2026, no Átrio do Pátio Batel. A jornalista e especialista em moda Luiza Brasil e a analista de tendências Tete Conde se encontraram para uma conversa mediada pela consultora de imagem e estilo Lais Machado sobre a transformação das passarelas e tudo o que acontece para além das roupas.

Da origem dos primeiros desfiles às mudanças provocadas pela internet, pelas redes sociais e por novos hábitos de consumo, a conversa percorreu diferentes momentos da história da moda para refletir sobre comunicação, comportamento, indústria e construção de imagem.

Dos salões às grandes semanas de moda

Os primeiros desfiles surgiram como uma forma de apresentar criações diretamente às clientes. Com o tempo, esse formato se transformou. A organização das semanas de moda, a chegada do prêt-à-porter e, mais tarde, a expansão dos meios digitais fizeram das passarelas espaços cada vez mais amplos de comunicação.

Hoje, um desfile não apresenta apenas uma coleção. Modelo, beleza, styling, cenário, fotografia e direção de imagem se encontram na construção de uma mesma narrativa. Como resumiu Lais Machado durante a conversa, “o desfile vai além da roupa, é um universo muito grande. Modelo, maquiagem, fotografia, tudo isso importa.”

Muito além da roupa

Foi também a partir desse olhar que a conversa passou a pensar o desfile como parte de um universo maior. Para Luiza Brasil, observar moda significa considerar o contexto, a cultura e o comportamento de quem veste.

Sua trajetória, que começou acompanhando o street style, também trouxe essa perspectiva para a discussão: as pessoas nas ruas, assim como os profissionais e criadores nas passarelas, fazem parte da construção de sentidos da moda.

Da passarela ao comportamento

As transformações da indústria também mudaram a relação entre desfile, tendência e consumo. As referências apresentadas nas passarelas atravessam diferentes segmentos e chegam às ruas, enquanto formatos como o see now, buy now aproximam cada vez mais o momento do desfile e o da compra.

Nesse movimento, a moda deixa de ser apenas uma apresentação de roupas e passa a participar de conversas mais amplas sobre comportamento, desejo, identidade e pertencimento.

Moda, cultura e repertório

Outro ponto abordado no encontro foi a expansão do território da moda. Cultura, política, economia, meio ambiente e tecnologia também atravessam aquilo que chega às passarelas e a maneira como essas imagens são interpretadas.

Para Luiza e Tete, acompanhar a moda exige repertório e atenção ao que acontece ao redor. Isso também significa ampliar o olhar para além dos grandes centros internacionais e reconhecer a riqueza da produção brasileira.

Os desfiles de moda na era digital

A internet transformou a velocidade com que os desfiles são vistos, comentados e compartilhados. Se, por um lado, o acesso se tornou mais amplo, por outro, a rapidez da informação trouxe novos desafios para quem trabalha com comunicação de moda.

Em meio ao excesso de imagens e opiniões, a construção de um olhar próprio ganha ainda mais importância. Mais do que acompanhar tendências, trata-se de desenvolver repertório para observar, interpretar e encontrar novas conexões.

A programação continua

O encontro com Luiza Brasil, Tete Conde e Lais Machado integrou a programação de talks do Vestir o Olhar II, que segue no átrio do Pátio Batel durante o período da exposição.

Ao longo das próximas semanas, a programação reúne diferentes convidados e experiências que ampliam os diálogos entre moda, arte e cultura, com talks, visitas guiadas, oficinas e outras ações.

A programação completa está disponível em patiobatel.com.br/vestiroolhar.

Assine a nossa newsletter


    Eventos


    Publicado por Pátio Batel em 25 de setembro de 2026


    Compartilhar