Monograma: 130 anos de um símbolo que atravessa a história da Louis Vuitton

Imagem ilustrativa

Em 2026, a Louis Vuitton celebra 130 anos de um de seus códigos visuais mais reconhecidos, o Monograma, em uma campanha que revisita sua história, seus ícones e a permanência desse desenho ao longo do tempo. Criado no final do século XIX, o Monograma atravessou gerações, contextos culturais e transformações da moda, consolidando-se como um dos símbolos mais duradouros do universo do luxo.

Mais do que um padrão gráfico, o Monograma tornou-se uma linguagem visual. Presente em bolsas, malas, ferragens e detalhes, construiu uma identidade própria, capaz de atravessar décadas sem perder relevância. A campanha comemorativa de 130 anos propõe justamente esse olhar: revisitar a trajetória do Monograma, compreender seus significados e observar como ele segue sendo reinterpretado sem romper com sua essência.

A origem do Monograma

O Monograma foi criado em 1896 por Georges Vuitton como uma homenagem a seu pai, Louis Vuitton, fundador da maison. O desenho combina as iniciais “LV” entrelaçadas com elementos florais, formando uma composição gráfica que rapidamente se destacou no cenário da época.

Inspirado por referências como a ornamentação neogótica e o japonismo, o Monograma foi concebido como uma assinatura visual aplicada ao canvas. Com o passar do tempo, esse desenho ultrapassou sua função inicial e passou a ocupar um lugar recorrente na construção da identidade visual da marca.

O Monograma como código cultural

Ao longo do século XX, o Monograma acompanhou mudanças nos modos de viver, viajar e consumir. Sua presença se manteve constante em diferentes contextos, atravessando gerações de artesãos, criadores e usuários.

Esse código visual foi reinterpretado por diferentes diretores criativos da maison, entre eles Marc Jacobs, Nicolas Ghesquière, Virgil Abloh e Pharrell Williams. O Monograma também esteve no centro de colaborações artísticas com Takashi Murakami, Yayoi Kusama e Richard Prince, ampliando seu diálogo com a arte e a cultura contemporânea.

Bolsas que atravessam gerações

Como parte da celebração de 130 anos, a Louis Vuitton revisita algumas de suas bolsas mais emblemáticas em Monograma. Criadas em décadas distintas, essas peças ajudam a mapear transformações no design, na funcionalidade e no estilo ao longo do tempo.

A Speedy, lançada em 1930, está associada à mobilidade urbana. No mesmo ano, a Keepall propôs uma nova forma de viajar com leveza, enquanto a Noé, criada em 1932 para transportar cinco garrafas de champagne, introduziu uma lógica funcional ligada à celebração.

Décadas depois, a Alma incorporou referências arquitetônicas à linguagem da bolsa, enquanto a Neverfull se consolidou como um modelo ligado à vida contemporânea. Juntas, essas criações mostram como o Monograma se adapta a diferentes usos e contextos, mantendo reconhecimento ao longo do tempo.

Novas leituras para um legado histórico

A campanha de 130 anos também apresenta coleções especiais que reinterpretam o Monograma a partir de diferentes abordagens. Linhas como Monogram Origine, VVN e Time Trunk exploram materiais, técnicas e referências históricas da maison, conectando passado e presente por meio do design.

Essas coleções ampliam as possibilidades de leitura do Monograma, evidenciando sua capacidade de dialogar com novos contextos visuais e culturais.

Um símbolo em circulação

A celebração dos 130 anos do Monograma permite observar como esse desenho se estabeleceu como um elemento recorrente na história da Louis Vuitton. Mais do que um padrão gráfico, ele funciona como um código visual reconhecível, presente em diferentes épocas, usos e interpretações.

Louis Vuitton | Piso L1

Moda


Publicado por Pátio Batel em 27 de janeiro de 2026


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